Na minha última publicação, comentei que transformei o meu CV em site usando a ferramenta “Sites” do ChatGPT. Depois disso, um mundo de oportunidades se abriu para mim. Ao mesmo tempo, criar um site estático ainda seria relativamente simples.
Eis que tive uma brilhante ideia: por que não transformar a minha base de coisas assistidas em um site? Assim fica fácil para eu mesmo consultar quando necessário, mas também posso deixar público para quem quiser.
O problema inicial era outro. O Watch Later nasceu em uma planilha no Google Sheets. Quando pensei em deixá-lo público, migrei tudo para uma base no Notion.
Será que o GPT conseguiria usar essa base do Notion como banco de dados?
Resposta curta: sim.
E, no fim das contas, foi até mais fácil do que eu imaginava. Só precisei gerar uma integração específica para isso no Notion e o GPT fez praticamente todo o resto. Ainda evoluímos a ideia usando a API do TMDB para incluir as imagens, que originalmente não existiam na minha base.
Em cerca de uma hora, consegui fazer todas as conexões e ajustes que queria na página.
Caso queira conferir: watch-later.ehayashi.com
Esse desenvolvimento me fez pensar em algumas coisas sobre a nossa interação com inteligência artificial, emprego, projetos etc.
1. Comunicação clara será cada vez mais importante.
Quem conseguir transmitir melhor suas ideias, necessidades e objetivos para a IA provavelmente vai conseguir resultados melhores. Não acho que isso seja exatamente sobre saber escrever “o prompt perfeito”, mas sobre conseguir explicar bem o que você quer.
2. Iterar com IA só funciona bem se você souber minimamente onde quer chegar.
Ter repertório e conhecimento para apontar o que está certo, errado ou simplesmente não faz sentido é o que vai aproximando o resultado daquilo que você queria.
A IA consegue gerar muita coisa. O problema é que, se você não tiver nenhum critério para avaliar o que ela está fazendo, fica difícil saber se aquilo está realmente bom.
3. Entender onde você é melhor e onde a IA é melhor.
Tem coisas que eu simplesmente não tenho a menor ideia e tudo bem. Posso deixar a IA resolver boa parte disso.
Mas tento não simplesmente aceitar a resposta. Quero entender minimamente o racional por trás daquilo, principalmente quando é uma decisão que vai impactar o projeto.
É quase uma escuta ativa.
4. Saber quando parar.
Se você quiser continuar mexendo, mudando e refinando, a IA vai continuar fazendo.
É necessário também entender quando está bom e só voltar a mexer quando surgir uma necessidade real ou alguma ideia nova baseada em fatos, e não em puro achismo.
Difícil, mas necessário.
Enfim, todo dia uma nova troca com a IA. E assim vamos desenvolvendo e aprendendo coisas novas rs
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